Transparência metodológica
em uso e testePremissas e salvaguardas da classificação de risco
Documentos técnicos que explicitam as premissas sobre as quais a MARIAH classifica o risco — para que estatísticos, metodologistas, integrantes de CEP e pesquisadores possam auditar, criticar e compreender as decisões do instrumento.
Status: o Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial em Pesquisa com Seres Humanos, o Caderno Referencial e a MARIAH foram aprovados pela INAEP em 16/09/2026 (Voto nº 25/2026) e publicados em 25/09/2026. A MARIAH está em período de uso e teste pelos CEPs por seis meses, com consulta à sociedade; as contribuições subsidiarão a versão 2.0.
Documentos oficiais
Publicados pela INAEP em 25/09/2026. Os arquivos desta página complementam esses documentos.
- Guia de Uso Ético de Inteligência Artificial em Pesquisa com Seres Humanos
- Caderno Referencial
- Guia de uso da MARIAH (versão 1.0)
- Voto nº 25/2026 — aprovação pela INAEP
Página da INAEP: IA em pesquisas com seres humanos (inclui perguntas frequentes)
Por que explicitar as premissas
A MARIAH produz uma classificação de risco a partir de regras que foram adotadas na elaboração da matriz, com base no referencial normativo e na literatura sistematizada no próprio Guia. Tornar essas regras explícitas é condição para que possam ser auditadas e criticadas. A documentação distingue, deliberadamente, o que decorre da norma, o que foi decidido na construção do instrumento e o que ainda depende de evidência empírica.
A MARIAH não aprova nem reprova protocolos, não substitui o julgamento do CEP nem dispensa a deliberação colegiada. A sua validação psicométrica é prospectiva: ocorrerá à medida que os CEPs adotarem o instrumento e conduzirem o protocolo descrito na Seção de Validação Local do documento MARIAH.
As três camadas de premissas
As premissas da MARIAH organizam-se em três camadas, com graus distintos de abertura à discussão.
Mecanismos de salvaguarda automática
Sobre a lógica de gradiente da matriz, a MARIAH superpõe quatro mecanismos que a interrompem: uma vez satisfeita determinada condição categórica, a classificação passa a ser definida por critério deontológico — e não estatístico —, sobrescrevendo o que a contagem ou a soma indicariam. São assimetrias deliberadas, de precaução.
Documentos para download
Nota Técnica de Premissas
Premissas da classificação de risco da MARIAH em três camadas (normativa, de elaboração e empírica pendente), com as principais decisões metodológicas, suas justificativas e a tabela de pontos de corte da Versão B.
Baixar nota técnica (.docx)Suplemento de Salvaguardas
Detalhamento dos quatro mecanismos de salvaguarda automática (Eixo 3.b, Cláusula de Prevalência Ética, eliminatória de cadeia de custódia e diligência impeditiva de novo consentimento): o que fazem, por que existem, como interagem com a matriz, cenários e crítica honesta.
Baixar suplemento (.docx)Observações e crítica técnica
As decisões de elaboração permanecem abertas a sugestões editoriais e de mérito. A matriz aprovada pela INAEP passará por um período de uso e teste pelos CEPs, com consulta pública simultânea; as contribuições, de caráter informativo, serão sistematizadas para a versão seguinte do Guia e da matriz. Observações e críticas técnicas podem ser encaminhadas, a qualquer momento, à CGREP pelo e-mail cgrep@saude.gov.br.